A Secretaria do Consumidor do Distrito Federal notificou o Itaú, solicitando que o banco forneça esclarecimentos sobre práticas de cobranças indevidas. A notificação destaca a gravidade das denúncias, que incluem contratações não reconhecidas de produtos e serviços, além de dificuldades enfrentadas pelos consumidores para cancelar tais cobranças.

Histórico de Cobranças Indevidas

O Itaú reconheceu que, ao longo de 14 anos, realizou cobranças mensais em faturas de cartões de crédito por serviços que não foram solicitados pelos clientes. Essa prática gerou um volume considerável de queixas por parte dos consumidores, evidenciando falhas na transparência e no atendimento do banco.

Estratégias de Manutenção das Cobranças

Além das cobranças indevidas, o Itaú utilizava estratégias que dificultavam a identificação dessas taxas pelos correntistas. Tais artimanhas incluíam induzir os clientes ao pagamento e criar obstáculos para o cancelamento dos descontos indevidos, prolongando assim o período de cobranças.

Prazo para Respostas e Medidas Corretivas

A Secretaria do Consumidor estabeleceu um prazo de 10 dias para que o Itaú informe quantos consumidores no DF foram afetados e apresente um plano detalhado que inclua medidas corretivas, prazos e responsáveis pelo processo de regularização.

Reclamações Registradas

Em 2026, o banco recebeu 196 reclamações na Secretaria do Consumidor, sendo 64 delas relacionadas a cobranças de produtos ou serviços não contratados. Outras queixas incluíram cobranças abusivas para alteração ou cancelamento de contratos, problemas de atendimento no SAC e casos de clonagem e fraudes.

Consequências da Não Conformidade

Caso o Itaú não atenda às solicitações dentro do prazo estipulado, o banco poderá enfrentar medidas administrativas, incluindo a possibilidade de um processo para apurar eventuais infrações às normas de proteção do consumidor, o que pode resultar em multas e sanções adicionais.