Empresários brasileiros estão otimistas quanto à possibilidade de reverter as novas tarifas de 25% anunciadas pelos Estados Unidos sobre alguns produtos nacionais. Eles pedem uma ação robusta do governo brasileiro nas negociações para mitigar os impactos dessa taxação.

Contexto das Tarifas

A imposição das tarifas pelos EUA se baseia em investigações da Seção 301, que apontam práticas desleais, como o sistema de pagamentos Pix, leis anticorrupção e questões relacionadas ao desmatamento ilegal. Enquanto alguns pontos sensíveis, como o Pix, são considerados não negociáveis, o governo brasileiro deixa espaço para discutir outros temas.

Oportunidades nas Negociações

Os empresários argumentam que o Brasil deveria aproveitar a oportunidade para negociar questões de interesse dos EUA, especialmente no que diz respeito a minerais críticos e etanol. A reclamação dos EUA é que o Brasil não está oferecendo um tratamento tarifário equilibrado para o etanol, especialmente após a reintrodução de tarifas de 20% em 2017 para proteger a indústria local.

Posição do Governo Brasileiro

O governo de Luiz Inácio Lula da Silva manifestou disposição para negociar alguns pontos comerciais e assegurou que adotará as estratégias necessárias para tentar reverter a taxação. No entanto, o discurso político oficial continuará a destacar a indignação frente às medidas americanas, associando a situação a Flávio Bolsonaro.

Ações do Setor Empresarial

Além de se manifestar formalmente até o prazo de 1º de julho, os empresários também planejam uma interlocução direta com o governo dos EUA para tentar reverter as tarifas. O impacto financeiro das novas taxas ainda está sendo avaliado, mas há preocupação de que muitas empresas enfrentem dificuldades para exportar para os EUA.

Preocupações com a Competitividade

Uma das maiores preocupações do setor privado é a possibilidade de perder competitividade em relação a outros países. As sanções decorrentes da Seção 301 tendem a ser duradouras, como demonstrado pelas tarifas impostas à China em 2018, que permanecem em vigor até hoje. Apesar do cenário adverso, empresários mantêm uma visão positiva, acreditando que o Brasil ainda tem chances de negociar com os EUA.