O sistema de pagamento brasileiro, Pix, voltou a ser alvo das autoridades americanas em um novo relatório divulgado nesta segunda-feira (1º). O documento é resultado de uma investigação comercial que aponta que o Pix prejudica empresas norte-americanas, como a Visa e a Mastercard.

Concorrência desleal

Segundo o relatório, o Banco Central do Brasil, que atua como desenvolvedor e regulador do Pix, estaria promovendo um ambiente de concorrência desleal. Um trecho do documento do Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR) afirma: “O Brasil parece se envolver em uma série de práticas desleais em relação a serviços de pagamento eletrônico”.

Menção ao Pix

Embora o Pix não seja mencionado diretamente, o sistema é implicitamente referenciado no contexto de “sistema de pagamento eletrônico” no relatório. Essa não é a primeira vez que o Pix é alvo de críticas; em abril, o sistema já havia sido apontado como um fator prejudicial às empresas dos Estados Unidos.

Dados do Banco Central

Desde o início das investigações comerciais, em julho de 2025, foram registradas 78,3 bilhões de transações via Pix, totalizando uma movimentação financeira de R$ 35,6 trilhões. Esses números mostram o crescimento do sistema, que se tornou uma referência no Brasil.

Defesa do governo brasileiro

O governo brasileiro, em resposta às alegações, defende que o Pix tem ampliado a concorrência no mercado de pagamentos e beneficiado até mesmo empresas privadas americanas. A resistência às pressões dos EUA é clara, com intenção de preservar o modelo do Pix.

Propostas americanas

Entre as sugestões do governo dos EUA para corrigir o que consideram concorrência desleal, está a imposição de uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros vendidos aos Estados Unidos. Essa medida visa equilibrar a disputa comercial entre os países.