No dia 2 de outubro, o ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, afirmou que o governo federal não é responsável pelo recente aumento nos preços dos combustíveis, destacando que fatores geopolíticos, como o conflito entre os Estados Unidos e Irã, são os verdadeiros culpados. Ele enfatizou que as ações do governo foram essenciais para mitigar os impactos do aumento do querosene de aviação (QAV) nas companhias aéreas e nos passageiros.

Ações do Governo

Em entrevista ao programa Bom dia, Ministro, da EBC, Franca afirmou: "Não houve nenhuma medida do governo do Brasil no sentido de gerar o aumento do custo do combustível. Com as medidas que anunciamos, as companhias aéreas tiveram um fôlego durante esse período de aumento e não enfrentaram um impacto tão significativo nos custos operacionais".

Medidas Implementadas

O ministro detalhou diversas ações adotadas pelo governo para aliviar os custos operacionais das empresas aéreas. Entre essas medidas, estão a redução de tributos sobre o QAV, o adiamento das tarifas de navegação aérea cobradas pela Força Aérea Brasileira (FAB) e a disponibilização de uma linha de crédito de R$ 1 bilhão.

Adiantamento de Tarifas

Franca explicou que as tarifas referentes aos meses de março e abril foram adiadas, e que agora, as de maio e junho também foram prorrogadas para pagamento em dezembro. Isso foi feito para garantir que as companhias aéreas tivessem um respiro durante o período de aumento no custo dos combustíveis.

Impacto Financeiro

Os financiamentos disponibilizados pelo governo têm como objetivo principal atender às necessidades de capital de giro e aquisição de combustível, sendo que este último representa cerca de 40% dos custos operacionais das companhias aéreas. Essa ação é vista como estratégica para a manutenção da operação das empresas no Brasil.

Crescimento do Setor Aéreo

Franca ressaltou que as iniciativas do governo foram fundamentais para preservar o crescimento do transporte aéreo no país. Ele destacou que o número de passageiros transportados deve aumentar de aproximadamente 98 milhões em 2023 para 130 milhões em 2025, representando a inclusão de cerca de 30 milhões de novos usuários no sistema aéreo brasileiro.