O Partido dos Trabalhadores (PT) iniciará esta semana uma série de pesquisas internas para determinar quem será o candidato da legenda ao governo de Minas Gerais. A medida surge em um momento delicado, após a desistência do senador Rodrigo Pacheco (PSB) em concorrer ao cargo, deixando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sem um palanque no segundo maior estado do Brasil.

Pesquisas e Nomes Cotados

A pesquisa, que foi contratada pelo Grupo de Trabalho Eleitoral (GTE) do diretório nacional do PT, visa avaliar os possíveis candidatos petistas para liderar a chapa. Entre os nomes em consideração estão os deputados federais Reginaldo Lopes e Rogério Correia, além da ex-prefeita de Contagem, Marília Campos, que também está sendo cogitada para uma candidatura ao Senado.

Pressa nas Decisões

A expectativa é que uma definição sobre o candidato ocorra ainda na primeira quinzena de junho. Gleide Andrade, tesoureira nacional do PT e pré-candidata a deputada federal, destacou a urgência: "Não é possível esperar mais, a campanha eleitoral já vai começar".

Resolução do Diretório Estadual

No último final de semana, o diretório estadual do PT aprovou uma resolução que defende a candidatura própria do partido, especialmente após a oficialização da recusa de Pacheco. Essa decisão indica uma movimentação interna em busca de fortalecer a presença do PT nas eleições estaduais.

Conversas com Aliados

No sábado (30), o presidente nacional do PT, Edinho Silva, esteve em Minas para dialogar com potenciais aliados. No entanto, as conversas não levaram a resultados concretos. Um dos encontros foi com o ex-prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PDT), que demonstra resistência em se aliar a Lula para uma candidatura.

Outras Alternativas em Análise

Além das candidaturas internas, outras opções estão sendo consideradas, como o apoio ao empresário Josué Gomes Alencar e ao ex-procurador geral de Justiça Jarbas Soares Junior, ambos do PSB, além do ex-vereador Gabriel Azevedo (MDB). Contudo, essas alternativas têm encontrado resistência entre a militância do partido, que prefere um nome mais alinhado com as ideologias petistas.