A partir de hoje, 1º de junho, entram em vigor novas diretrizes para o uso do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) pelos bancos brasileiros. As medidas foram implementadas após o escândalo envolvendo o banco Master, que resultou em uma crise de liquidez e deixou muitos investidores em situação precária.

Exigências para os bancos

Com as novas regras, um indicador chamado ativo de referência será utilizado para avaliar a qualidade dos ativos dos bancos. Esse novo critério irá analisar se as aplicações financeiras são sólidas, diversificadas e transparentes.

Investimentos seguros

Na prática, caso o volume de recursos captados com a proteção do FGC ultrapasse o valor estabelecido pelo ativo de referência, o banco será obrigado a destinar parte desse montante a títulos públicos federais, considerados investimentos mais seguros e estáveis.

Objetivos das novas regras

Essas mudanças têm como principal objetivo aumentar a segurança do sistema financeiro, evitando que instituições assumam riscos excessivos sob a proteção do FGC, que é sustentado por contribuições de diversos bancos para ressarcir os clientes em caso de falência.

Impacto do caso Master

O Master era conhecido por oferecer rendimentos acima da média do mercado, utilizando a garantia do FGC para atrair investidores. Contudo, esse modelo agressivo transferia riscos para o sistema financeiro, culminando em sua liquidação pelo Banco Central em novembro de 2025.

A opinião de especialistas

A economista Carla Beni, professora da FGV, destacou que as novas medidas são essenciais para aprimorar a segurança do sistema financeiro. Segundo ela, a criação de um novo indicador que sinalize riscos permitirá que os bancos façam investimentos mais seguros, como em títulos do Tesouro Nacional, promovendo assim maior transparência nas operações financeiras.