O Brasil se aproxima de um ponto crítico em 2026, com a expectativa do super El Niño, o que levanta questões sobre a preparação da sociedade para enfrentar a crise climática. Dados recentes indicam que, mesmo entre os otimistas, a situação é alarmante.

Desinformação e Impactos

Estudos apontam que apenas 60% dos brasileiros entendem a relação entre as mudanças climáticas e a ação humana. Apesar disso, 90% afirmam ter sentido os efeitos das mudanças em suas regiões, como chuvas intensas e aumento nos preços dos alimentos e energia elétrica.

Custos Econômicos e Falta de Prevenção

Segundo o Centro Internacional Celso Furtado de Políticas para o Desenvolvimento (CICEF), o Brasil já perde mais de R$ 110 bilhões do PIB anualmente devido a desastres climáticos. Em contrapartida, as verbas destinadas a emergências superam em dez vezes os investimentos em prevenção, evidenciando uma abordagem reativa em vez de proativa.

Desafios de Gestão e Orçamento

O investimento do Governo Federal em ações climáticas, embora tenha crescido, representa apenas 1% do orçamento total. Para mitigar os impactos e promover o desenvolvimento sustentável, é crucial revisar as prioridades de gestão e alocação de recursos entre União, estados e municípios.

Engajamento da População

A falta de consenso sobre as mudanças climáticas é preocupante, especialmente em ano eleitoral. Enchentes e secas severas tornaram-se parte da rotina nas grandes cidades, mas apenas 34% da população acredita que o governo poderia fazer mais.

Paradoxo da Preocupação

Apesar de 75% dos entrevistados estarem preocupados com as mudanças climáticas, 43% não alteraram seus hábitos nos últimos 12 meses. Menos de 35% escolheram candidatos com base em propostas ambientais, mesmo reconhecendo a gravidade da situação.