Após um intervalo de 11 anos, o monitoramento de tubarões com microchips será reiniciado em Pernambuco. O projeto, gerido pelo Departamento de Pesca da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), foi selecionado cinco meses após o edital lançado em janeiro.

Motivação para o projeto

A retomada se dá em um contexto alarmante, após dois ataques de tubarões em menos de 48 horas no Grande Recife, que resultaram em ferimentos em uma criança de 11 anos e em uma jovem de 19 anos. Ambas estão internadas no Hospital da Restauração, no centro da capital.

Objetivos do monitoramento

O projeto, que contará com um total de 60 tubarões rastreados, tem um investimento de R$ 1,052 milhão destinado a dois anos de pesquisa. Esse valor é quase metade do que era investido anualmente na década passada, que girava em torno de R$ 1 milhão por ano.

Coordenador do projeto

Paulo Oliveira, coordenador do projeto Ecotuba, enfatiza a importância do monitoramento para entender o comportamento dos tubarões e assim embasar políticas públicas de prevenção a ataques. O termo de outorga para o início das atividades foi assinado em 1º de junho, com expedições previstas para começarem em julho.

Equipamentos e procedimentos

Serão instalados 15 receptores em pontos estratégicos, como as praias de Boa Viagem e Piedade, áreas com maior histórico de ataques. Esses receptores captarão as ondas emitidas pelos transmissores implantados nos tubarões.

Procedimento minimamente invasivo

Os tubarões que forem capturados passarão por um procedimento de