Dados recentes do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) revelam que, no primeiro quadrimestre de 2023, as mulheres foram responsáveis por mais da metade das novas contratações na região de Apucarana, no Paraná. Ao todo, 1.266 vagas (50,7%) foram preenchidas por mulheres, enquanto 1.230 (49%) foram ocupadas por homens, totalizando 2.496 novos postos de trabalho.
Perfil dos trabalhadores
Segundo informações do Caged, cerca de 66% das mulheres contratadas possuem ensino médio completo e estão na faixa etária entre 18 e 24 anos. Além disso, 15% delas já completaram o ensino superior. Em contrapartida, 74% dos homens ocupantes de novas vagas têm ensino médio, mas menos de 1% possuem diploma de ensino superior.
Demanda por qualificação
O economista Paulo Cruz, professor da Universidade Estadual do Paraná (Unespar), comenta que o aumento no número de mulheres com formação superior reflete uma busca por especialização em diversas áreas. Ele destaca que o mercado de trabalho atual, especialmente nas áreas tecnológicas, demanda profissionais mais qualificados.
Setores com maior contratação
A indústria se destacou como o setor que mais gerou empregos, totalizando mais de 1.300 novas vagas. Os principais responsáveis por essa alta foram a fabricação de móveis (458 vagas), a produção de alimentos (238), a confecção de vestuário (201) e o setor de couro (111). No setor de serviços, 946 vagas foram criadas, com ênfase na administração pública, que respondeu por 518 postos, além de informação e comunicação (209) e transporte e armazenagem (110).
Comparativo com anos anteriores
Embora o saldo de contratações seja positivo, houve uma queda de 27,2% em relação ao mesmo período do ano passado, quando mais de 3.300 postos de trabalho foram gerados. Em abril, especificamente, o crescimento foi modesto, com apenas 99 novas vagas, representando uma queda de 88% em comparação ao ano anterior.
Desempenho geral do Paraná
No estado do Paraná, foram criados 58.863 empregos com carteira assinada entre janeiro e abril de 2023, o que coloca o estado como o quarto melhor resultado do Brasil. O crescimento é atribuído a um total de 750.952 admissões e 692.089 desligamentos. O setor de serviços liderou a criação de empregos, seguido pela indústria, construção, comércio e agropecuária.
