A família de Ailton da Silva, um homem de 57 anos que perdeu a vida ao intervir em uma situação de assédio em Nova Lima, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, expressou sua dor e indignação. Segundo os familiares, Ailton era uma pessoa que evitava conflitos e sempre buscava ajudar os outros.

O Crime

O trágico incidente ocorreu na madrugada de sábado (6), quando Ailton tentou defender duas mulheres de um homem que as perseguia. O suspeito, Antonio Edson de Oliveira Alves, de 47 anos, já tinha passagens pela polícia e foi preso em flagrante após a agressão.

A irmã de Ailton, Ivanete Silvana da Silva, descreveu a atitude do irmão como um ato de coragem e condenou a violência que resultou em sua morte. "Foi covardia. Meu irmão nunca brigou com ninguém do bairro. Ele fugia de confusão e, de repente, tentando defender as meninas, esse cara faz isso", destacou Ivanete.

A filha da vítima, Joice Vianna, acrescentou que Ailton era uma pessoa bondosa e lamentou profundamente a maneira como ele faleceu. "Meu pai não fazia nada com ninguém. Ele era uma pessoa excelente, qualquer um podia contar com ele", disse Joice.

Detalhes da Agressão

De acordo com informações da Polícia Militar, o crime ocorreu no bairro Nossa Senhora de Fátima, quando Ailton percebeu que o homem estava importunando as mulheres que saíam de uma festa junina. Ao se colocar entre elas e o agressor, Ailton foi atingido com um soco, caiu e bateu a cabeça no chão, perdendo a consciência.

Testemunhas tentaram prestar socorro até a chegada do atendimento médico, mas Ailton não resistiu aos ferimentos e faleceu no hospital. O suspeito fugiu do local após a agressão, mas foi localizado pela polícia em sua residência, onde se escondeu em um quarto.

Investigação em Andamento

As autoridades realizaram a prisão do suspeito, que se entregou sem resistência. Câmeras de segurança registraram a cena da agressão, e as imagens serão analisadas pela Polícia Civil para auxiliar nas investigações, que seguem em aberto.

Ailton deixa três filhos e seis netos, que lamentam a perda e pedem justiça em nome do pai e avô. O caso gerou comoção na comunidade e levantou discussões sobre a violência contra mulheres e a coragem de quem se dispõe a intervir em situações de risco.