O Banco de Brasília (BRB) enfrentou um novo rebaixamento de sua classificação de risco pela S&P Global, que reduziu a nota da instituição de brB- para brCCC+/brC. Essa decisão aprofunda a deterioração da avaliação de crédito do banco, em meio aos efeitos negativos resultantes da crise provocada pelo colapso do Banco Master.
Rebaixamento e suas causas
Este é o segundo corte na nota do BRB realizado pela S&P em um intervalo de menos de três meses. Em comunicado oficial, a agência justificou sua decisão alegando a “crescente incerteza” em relação ao banco e os riscos associados à implementação de seu plano de recomposição de capital.
Classificação especulativa
A nova classificação coloca o BRB em uma categoria considerada altamente especulativa. De acordo com a metodologia da S&P, emissores na faixa de “brCCC” apresentam alta vulnerabilidade e dependem de condições econômicas favoráveis para cumprir com suas obrigações financeiras.
Pressão sobre a posição financeira
O rebaixamento vem após uma série de eventos que fragilizaram a posição financeira do BRB, que é controlado pelo Governo do Distrito Federal. Nos últimos anos, o banco aumentou sua exposição ao Banco Master, incluindo uma tentativa de aquisição que foi bloqueada pelo Banco Central.
Agravamento da situação
A situação do BRB se agravou ainda mais após a deflagração da Operação Compliance Zero, em novembro de 2025, que resultou na prisão e afastamento de executivos de ambas as instituições. Enquanto o Banco Central decretou a liquidação do Master e de outras empresas do conglomerado, o BRB começou a buscar alternativas para fortalecer sua estrutura de capital.
Desafios e perspectivas
O banco também enfrentou atrasos na divulgação de suas demonstrações financeiras, além de iniciar negociações para captar recursos no mercado. Para a S&P, a capacidade do BRB de executar essas medidas será crucial para a estabilização da instituição nos próximos meses. Em abril, a Moody’s também rebaixou a nota de crédito do BRB, apontando a deterioração do perfil financeiro e o aumento do risco de inadimplência.
