O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, manifestou sua indignação em relação à decisão dos Estados Unidos de investigar o Brasil quanto ao suposto uso de trabalho forçado. Segundo ele, essa ação é uma tentativa de taxar o país com base em argumentos frágeis e infundados.

Investigação do USTR

O Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) concluiu uma investigação que abrange 59 países, incluindo o Brasil, e aponta a alegação de trabalho forçado. Marinho, em resposta, afirmou que as acusações são meras ilações e que os EUA estão criando narrativas baseadas em inverdades.

Histórico de Tarifas

O ministro lembrou que o presidente americano, Donald Trump, após uma derrota judicial que impediu tarifas anteriores ao Brasil, recorre a essas novas alegações como uma alternativa. Ele destacou que em 2025, quando os EUA anunciaram tarifas, a justificativa foi um suposto déficit comercial, o que foi contestado pelo governo brasileiro, que apontou um superávit comercial dos EUA.

Brasil e OIT

Marinho ressaltou que o Brasil é reconhecido como referência na Organização Internacional do Trabalho (OIT) e que as autoridades aduaneiras do país estão capacitadas para impedir a entrada de produtos oriundos de trabalho forçado. Ele defendeu a imagem do Brasil, afirmando que não deve nada a ninguém e que os países frequentemente vêm ao Brasil para aprender boas práticas.

Perspectivas de Parceria

Apesar das tensões, o ministro expressou o desejo de estabelecer parcerias e manter o diálogo, alinhando-se à postura do presidente Lula, que enfatiza a busca por novos parceiros comerciais. Marinho acredita que é fundamental abrir canais de comunicação e colaboração.

Medidas de Retaliação

Por fim, ele mencionou que, se não houver um caminho viável para negociação, o governo brasileiro poderá adotar medidas de reciprocidade. Embora não deseje utilizar essa estratégia, Marinho afirmou que o Brasil está preparado para agir caso necessário, enfatizando que não se deve fazer bravata em relação a temas tão sérios.