Os clientes do Itaú têm enfrentado grandes desafios ao tentar reaver valores cobrados indevidamente. Muitas vezes, são obrigados a passar longos períodos em ligações com o atendimento ao cliente, sem conseguir as informações necessárias. Além disso, um e-mail enviado pelo banco detalha uma extensa lista de documentos que devem ser apresentados para formalizar o pedido de ressarcimento.

Práticas de Cobrança do Itaú

O Itaú reconheceu que, há 14 anos, pratica a cobrança de serviços que não foram contratados pelos clientes. Essa situação gerou uma ação civil coletiva, resultando em um acordo com o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG). Contudo, o acordo tem gerado críticas por restringir os direitos dos consumidores e criar barreiras para o ressarcimento.

Condições para Ressarcimento

De acordo com o acordo, apenas os correntistas que conseguirem comprovar que foram vítimas de cobranças indevidas terão direito ao ressarcimento. Além disso, apenas aqueles que registraram reclamações sobre a prática em canais oficiais até dezembro de 2025 poderão solicitar a devolução dos valores.

Relatos de Clientes

Ao conversarem com a equipe da coluna, diversos correntistas e ex-correntistas relatam dificuldades ao tentar acionar o banco para recuperar os valores. Muitos afirmam que as exigências são tão complicadas que parece haver um objetivo por parte do banco de desestimular os pedidos de ressarcimento.

Documentação Necessária

O e-mail enviado pelo Itaú lista os requisitos que precisam ser atendidos para que o cliente possa solicitar o ressarcimento. Entre os documentos exigidos estão a fatura do cartão de crédito, comprovante de reclamação anterior e dados bancários, além de informações pessoais do cliente.

Buscando Seus Direitos

Caso um cliente identifique cobranças indevidas, o primeiro passo é verificar seu extrato do cartão de crédito. É importante estar atento a cobranças que mencionem “seguro”, “assistência” ou “garantia”. Se não houver solicitação desses serviços, o cliente deve entrar em contato com o Itaú e registrar sua experiência, pois isso pode servir como prova em futuras reclamações.

Se o atendimento do Itaú não for satisfatório, o cliente pode formalizar uma queixa na Ouvidoria do Banco Central ou no site consumidor.gov. Se necessário, o caminho final pode ser a busca de assistência na Justiça, seja através da Defensoria Pública ou de um advogado especializado.