Na última sexta-feira, 29 de maio, o governo federal revelou um novo subsídio de R$ 0,35 por litro destinado a produtores e importadores de diesel, que terá validade de dois meses a partir de 1º de junho. Essa medida substitui a isenção tributária que havia expirado no dia 31 de maio. Em resposta, a Petrobras anunciou, no domingo, 31, uma redução de R$ 0,35 no preço do diesel comercializado às distribuidoras.

Medida Provisória e Novos Subsídios

No sábado, 30 de maio, foi publicada a Medida Provisória nº 1.363, que estabelece um novo programa de subsídios ao diesel, com um valor de R$ 1,12 por litro, válido de 1º de junho até 31 de dezembro de 2026. Este programa visa substituir incentivos anteriores que variavam de R$ 0,32 a R$ 1,20 por litro. Até o momento, a Petrobras não confirmou oficialmente sua adesão ao novo modelo.

Impacto nos Preços do Diesel

Com a nova redução, o preço médio do diesel nas refinarias da Petrobras passa a ser de R$ 3,30 por litro. Sem considerar os subsídios, esse valor representa um desconto de R$ 1,59 por litro, ou 33%, em relação à paridade de importação do Golfo dos Estados Unidos. No entanto, ao incluir os incentivos de R$ 1,47 por litro para importadores, o desconto cai para apenas R$ 0,12 por litro, o que equivale a cerca de 4% da paridade ajustada.

Opiniões de Especialistas

A XP Investimentos considerou neutro o ajuste de preço da Petrobras, argumentando que a redução é completamente compensada pela subvenção do governo. A corretora também destacou que o novo programa diminui o risco de descontinuidade dos subsídios, que poderia impactar os preços internos dos combustíveis. Contudo, a incerteza sobre os pagamentos das subvenções pode afetar o capital de giro e a geração de caixa da Petrobras no segundo trimestre de 2026.

Perspectivas para Distribuidoras e Importadores

A análise do Goldman Sachs sugere que os impactos para as distribuidoras de combustíveis serão limitados, já que a redução de preços pela Petrobras deve ser compensada pelo retorno da cobrança de tributos federais, mantendo os preços praticamente estáveis para o setor. Além disso, as verificações de mercado indicam que a adesão dos importadores ao programa de subsídios está aquém das expectativas.

Recomendações de Investimento

Por fim, o Goldman Sachs mantém sua recomendação de compra para as ações da Petrobras, fixando um preço-alvo de R$ 56 para os papéis ordinários (PETR3) e R$ 52,40 para as preferenciais (PETR4). A corretora também recomenda a compra de ações da Vibra Energia (VBBR3), com um objetivo de R$ 43,20.