A Vigilância Sanitária de Minas Gerais emitiu um alerta de segurança devido ao extravio de um bloco de receitas controladas de um posto de saúde localizado em Cristiano Otoni, na Região Central do estado. O incidente ocorreu em abril e, nesta quinta-feira (28/5), foi publicada uma determinação no Diário Oficial de Minas Gerais que visa bloquear a venda de medicamentos que utilizem esse lote específico.
O que aconteceu?
De acordo com o boletim de ocorrência registrado pela Polícia Militar de Minas Gerais, no dia 28 de abril, o enfermeiro-chefe do Posto de Saúde e um médico compareceram à delegacia para relatar o desaparecimento do bloco de receitas, que já tinha algumas páginas utilizadas. O talão em questão, de cor azul e identificado como B1, apresentava uma numeração específica.
Investigação policial
Após o registro da ocorrência, os policiais realizaram uma busca no local, mas não conseguiram localizar o bloco com nenhum dos médicos ou funcionários da unidade de saúde. O responsável pela guarda do receituário também compareceu à delegacia para formalizar o registro de perda ou extravio do item, que é essencial para a compra e dispensação de medicamentos psicotrópicos.
Medidas adotadas
Um mês após o incidente, a Vigilância Sanitária publicou uma normativa que suspende a aceitação de receitas que pertençam à faixa numérica do bloco desaparecido, que vai de 03054151 a 03054200. Isso significa que nenhuma farmácia ou drogaria pode aceitar receitas que utilizem essa numeração.
Procedimentos para farmacêuticos
Caso uma receita do bloco extraviado seja apresentada, o farmacêutico está orientado a não vender o medicamento, retendo o documento e acionando as autoridades competentes. Essa medida visa garantir a segurança no fornecimento de medicamentos controlados e prevenir possíveis abusos.
Importância do controle
A situação destaca a importância do controle rigoroso sobre a emissão e utilização de receitas médicas, especialmente no caso de substâncias que atuam no sistema nervoso central. A Vigilância Sanitária continua monitorando a situação para assegurar que não haja irregularidades no fornecimento desses medicamentos à população.
