A Aegea, por meio do consórcio Livorno Participações S/A, decidiu não apresentar uma nova proposta para se tornar o investidor de referência da Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa). A decisão foi motivada pela fixação do preço mínimo por ação em R$ 47,23, o que levou a Aegea a se retirar do processo de privatização.
Vitória da Equatorial
Com a saída da Aegea, a Equatorial se destacou ao oferecer R$ 49,03 por papel, sendo oficialmente reconhecida pela Copasa na última quarta-feira (3). A operação deve movimentar cerca de R$ 5,5 bilhões.
Alterações no processo de privatização
Fontes próximas ao processo relataram que a desistência da Aegea se deu em função de mudanças nos parâmetros da privatização. A Itaúsa, acionista da Livorno, explicou que a decisão foi tomada em conjunto com os demais acionistas, visando à disciplina na alocação de capital e à geração de valor sustentável.
Contexto das propostas
As propostas iniciais da Equatorial e da Aegea foram apresentadas à Bolsa de Valores em 26 de maio. Entretanto, o governo de Minas Gerais anunciou, dois dias depois, a identificação de “fatores supervenientes”, que levaram a alterações nas regras do processo. Essas mudanças permitiram que os concorrentes se retirassem ou apresentassem novas ofertas.
Impacto financeiro da transação
A transação entre o governo de Minas e a Equatorial pode alcançar um total de R$ 7,9 bilhões, considerando a intenção da nova parceira de realizar uma alocação adicional através da compra de títulos para investidores profissionais.
Próximos passos na privatização
A privatização da Copasa está sendo realizada por meio de uma oferta secundária, onde os recursos obtidos vão diretamente para o acionista vendedor. O governador Mateus Simões (PSD) pretende usar o montante para financiar obras de infraestrutura em contrapartida ao Programa de Pleno Pagamento das Dívidas dos Estados (Propag). As atenções agora se voltam para os 15% restantes das ações, com a Perfin, maior acionista privada, buscando aumentar sua participação.
