Na última quarta-feira (3), as ações da Copasa (CSMG3) experimentaram uma significativa valorização de 13,34%, alcançando o valor de R$ 60 nos minutos finais de negociação. Essa movimentação no mercado foi impulsionada pela nova proposta da Equatorial (EQTL3) para a privatização da companhia.
Nova Proposta da Equatorial
De acordo com informações do AE News e do Valor Econômico, a Equatorial fez uma nova oferta para se tornar sócio de referência na Copasa, que é responsável pelo saneamento em Minas Gerais. O investidor estratégico deve adquirir 30% das ações da empresa.
Além disso, as ações da Equatorial também tiveram um desempenho positivo, embora menos acentuado, fechando com alta de 1,89%, a R$ 39,81. A ausência do consórcio da Aegea na nova rodada de propostas foi um fator inesperado, o que pode colocar a Equatorial em uma posição vantajosa nesse processo.
Expectativas sobre a Privatização
A privatização da Copasa tem gerado discussões entre os investidores, que estão atentos a todos os detalhes do processo. Um relatório da Genial Investimentos indicou uma visão otimista em relação à privatização, mas ressaltou que o preço das ações se tornou o principal ponto a ser observado.
A empresa possui características regulatórias que podem justificar uma reavaliação de seu valor, especialmente com um WACC regulatório pós-impostos superior ao da Sabesp e um crescimento acelerado da base de remuneração regulatória até 2030.
Análise do Mercado
Entretanto, a Genial Investimentos alertou que o mercado já pode ter precificado uma parte significativa desse potencial. Atualmente, a Copasa está negociando a cerca de 1,51 vezes o valor da firma em relação à base de ativos regulatórios esperada para 2026, enquanto a Sabesp se encontra em 1,05x, mesmo antes da concretização da privatização e sem um novo controlador definido.
Os analistas também destacaram que, apesar das vantagens regulatórias e do crescimento esperado, aplicar um prêmio total sobre as ações da Copasa pode ser considerado excessivo devido às incertezas relacionadas à execução de investimentos e à governança da empresa, que historicamente é estatal.
