A Raízen, importante player do setor energético, protocolou nesta sexta-feira, 5, um Plano de Recuperação Extrajudicial na 3ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo. O objetivo é reestruturar a dívida da companhia, que soma impressionantes R$ 64,7 bilhões.
Apoio dos Credores
A empresa divulgou um Fato Relevante informando que 75,45% dos seus credores aderiram ao plano apresentado. Esse número inclui todos os grupos de credores, abrangendo detentores de títulos internacionais, títulos locais e instituições financeiras, que manifestaram apoio à proposta.
Expectativa de Protocolo
A expectativa inicial era de que o protocolo do documento na Justiça ocorresse entre esta sexta-feira e a próxima segunda-feira, 8. A movimentação é vista como essencial para o futuro financeiro da empresa.
Principais Medidas do Plano
Entre as estratégias delineadas no plano, destaca-se a injeção de capital de R$ 3,5 bilhões pela Shell. Além disso, há a possibilidade de um aporte adicional de R$ 500 milhões pela Aguassanta Participações, que está relacionada à família do empresário Rubens Ometto, controlador da Cosan S.A.
Reestruturação da Dívida
O plano contempla também a conversão de 45% da dívida reestruturada em participação acionária. Os 55% restantes deverão ser refinanciados, substituídos ou aditados por meio de novos títulos de dívida, permitindo uma gestão mais eficiente dos recursos financeiros da companhia.
Desinvestimentos e Reorganizações
Além das medidas financeiras, a Raízen anunciou que irá avançar com desinvestimentos e reorganizações societárias, com o intuito de fortalecer sua estrutura financeira e garantir maior estabilidade no mercado.
