Aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) têm trabalhado para popularizar o termo 'Tariflávio' nas redes sociais, associando o senador Flávio Bolsonaro (PL) à proposta de novas tarifas de 25% sobre produtos brasileiros, conforme investigação comercial dos Estados Unidos.
Estratégia de Desgaste
As publicações dos governistas comparam a recente reunião entre Lula e Donald Trump, onde foi acordado um mês para negociações sobre as tarifas, com o encontro de Flávio com o presidente americano, que ocorreu na última semana. O encontro de Flávio foi seguido pela inclusão de facções criminosas como o Comando Vermelho e o PCC na lista de grupos terroristas, fazendo parte do contexto do tarifaço.
Negociações e Consequências
Conforme relatado pela Folha, o governo brasileiro busca manter diálogo com os EUA, acreditando que há possibilidade de evitar a implementação das tarifas sugeridas pelo USTR (Escritório do Representante de Comércio dos EUA). Ao mesmo tempo, o PT tenta desgastar a imagem de Flávio, um dos principais concorrentes de Lula nas eleições que se aproximam.
Reações do PT
O secretário nacional de Comunicação do PT, Éden Valadares, foi um dos que usaram o termo 'Tariflávio', afirmando que a sugestão de tarifas teria nome e sobrenome. Ele destacou que enquanto Lula defendeu a economia brasileira nos EUA, Flávio estava lá em busca de interesses familiares.
Críticas ao Clã Bolsonaro
Outros membros do PT, como o ex-ministro Paulo Teixeira, também acusaram os filhos de Jair Bolsonaro de tentarem sabotar o Brasil em busca de apoio nos EUA. O deputado Carlos Zarattini ressaltou que as tarifas impactariam negativamente a economia e não a Lula, mas os trabalhadores brasileiros.
Defesa de Flávio Bolsonaro
Em resposta, Flávio Bolsonaro, em sua visita a Belo Horizonte, declarou ter solicitado ao presidente americano que não aplicasse tarifas sobre as empresas brasileiras. Ele criticou a desconfiança do governo dos EUA em relação a Lula, afirmando que isso prejudica os interesses do país.
