O padre Júlio Lancellotti, conhecido por seu trabalho com a população em situação de rua, participou de um evento em Belém nesta segunda-feira (1º). A atividade foi promovida pelo Instituto Dom Azcona e Irmã Henriqueta de Direitos Humanos (IDAH) e teve como foco a promoção dos direitos dessa comunidade vulnerável.
Proposta de Hidratação
Durante o evento, Lancellotti sugeriu que as Prefeituras de Belém e da região metropolitana instalem pontos com bebedouros. Essa iniciativa visa oferecer água para as pessoas em situação de rua, especialmente em preparação para os efeitos do fenômeno El Niño, que pode agravar as condições climáticas na região.
Mesa de Diálogo Circular
O evento, intitulado “Mesa de Diálogo Circular - O Povo da Rua e o Acesso à Justiça: Caminho de Esperança”, contou com a participação de movimentos sociais e instituições públicas. O objetivo foi discutir direitos, inclusão social e o acesso à justiça para aqueles que vivem nas ruas, com a presença de representantes da Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Pará e da Universidade Federal do Pará.
Atuação de Lancellotti
Padre Júlio, que é Vigário Episcopal para a População em Situação de Rua e Coordenador da Pastoral do Povo da Rua da Arquidiocese de São Paulo, tem mais de 40 anos de experiência na luta pelos direitos humanos e na promoção da dignidade de pessoas vulneráveis. Ele é amplamente reconhecido por sua atuação em São Paulo, onde enfrenta desafios e preconceitos, mas continua a sua missão de acolhimento e assistência.
Conferência na UFPA
Após as discussões matinais, a programação do evento incluiu uma conferência aberta ao público na Universidade Federal do Pará (UFPA), agendada para as 14h30, onde Lancellotti abordará o tema das infâncias e das desigualdades sociais.
Legado e Impacto
Além de ser um defensor dos direitos de crianças e adolescentes, Lancellotti é fundador da Casa Vida, uma iniciativa pioneira que oferece acolhimento a crianças portadoras do vírus HIV/Aids. Sua trajetória é marcada pela luta contra a exclusão social e a promoção de um ambiente mais acolhedor para todos, especialmente aqueles que enfrentam a aparofobia, ou a aversão aos pobres.
