O ministro da Fazenda, Dario Durigan, declarou em coletiva nesta terça-feira (2/6) que o sistema de pagamentos instantâneo brasileiro, o Pix, está "fora de debate" em possíveis negociações com os Estados Unidos. A afirmação surge após a divulgação de um relatório do Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR), que sugere a aplicação de uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros.
Proteção do Sistema de Pagamentos
Durigan enfatizou que o Pix, símbolo da soberania financeira brasileira, será "protegido e resguardado" pelo governo do presidente Lula. Ele expressou orgulho pela inovação que o sistema representa, mencionando que países de diversas regiões estão interessados em sua adoção devido à sua praticidade e gratuidade.
"O Pix é um exemplo de inovação que gerou uma tecnologia admirada por outros países. A universalização desse meio de pagamento é um avanço democrático que não será comprometido por interesses privados", afirmou o ministro.
Reunião com Ministros
A declaração de Durigan foi feita após uma reunião com outros ministros e assessores do governo, onde discutiram as implicações do relatório do USTR. Participaram do encontro os ministros Márcio Elias Rosa, Sidônio Palmeira, Bruno Moretti e José Guimarães, além do secretário de Clima, Energia e Meio Ambiente do Ministério das Relações Exteriores.
Durante a reunião, o vice-presidente Geraldo Alckmin também se pronunciou, afirmando que o governo brasileiro buscará diálogo com as autoridades dos EUA para evitar que a recomendação se transforme em uma medida efetiva. Ele ressaltou que a ação será focada em evitar a aplicação da nova sobretaxa.
Críticas à Oposição
Durigan criticou a oposição, afirmando que "mais uma vez, a família Bolsonaro faz um trabalho contrário" ao sistema de pagamentos criado pelo Banco Central. Essa crítica se destaca em meio ao debate sobre a política comercial entre Brasil e Estados Unidos.
Alckmin, por sua vez, classificou as conclusões do USTR como "descabidas" e apontou que a possibilidade de sobretaxa está relacionada a interesses pessoais que se sobrepõem ao bem-estar público.
