O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, manifestou sua indignação em relação à recente investigação do Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR), que aponta o suposto uso de trabalho forçado em 59 países, incluindo o Brasil. Marinho qualificou a decisão americana como uma 'desculpa esfarrapada' para justificar a imposição de novas tarifas ao Brasil.
Reação às Acusações
Em uma entrevista ao Painel, Marinho afirmou que as alegações dos Estados Unidos não passam de ilações infundadas. Ele argumentou que, após perder uma batalha judicial que impediu a aplicação de tarifas no ano anterior, o governo americano recorreu a argumentos frágeis para justificar uma nova tentativa de taxação.
Histórico de Tarifas
O ministro lembrou que, em 2025, o governo americano já havia tentado aplicar tarifas, alegando um déficit comercial com o Brasil. Contudo, ele destacou que o Brasil tem superávit nessa relação e que a narrativa utilizada pelos EUA é enganosa.
Posição do Brasil
Marinho enfatizou que o Brasil é um modelo dentro da Organização Internacional do Trabalho (OIT), sendo capaz de impedir a entrada de produtos que utilizam trabalho forçado. Ele afirmou: 'Decisão tomada com base em muita inverdade, não devemos nada a absolutamente ninguém. São os países que vêm ao Brasil para aprender como faz.'
Diálogo e Parcerias
Apesar das tensões, o ministro ressaltou que o Brasil deseja continuar buscando parcerias e mantendo o diálogo com outros países. Ele reforçou a postura do presidente Lula, que tem incentivado a busca por novos aliados comerciais.
Reciprocidade e Ações Futuras
Marinho também defendeu que, caso as negociações não avancem, o governo brasileiro poderá considerar a adoção de medidas de reciprocidade. Ele disse: 'O governo podia ter adotado antes. Nós não queremos usá-la, mas usaremos, sim, se for necessário. Não tem porque ficar fazendo bravata.'
