A diretora-executiva da Confederação Nacional do Transporte, Fernanda Rezende, divulgou dados alarmantes da pesquisa Rodovias que Perdoam, ressaltando que a infraestrutura das estradas brasileiras é um fator crucial para a gravidade dos acidentes de trânsito.
Desigualdade nos Investimentos
Rezende destacou que os investimentos e a manutenção das rodovias apresentam disparidades significativas em todo o país. "A nova edição do Painel confirma que a qualidade da infraestrutura viária impacta diretamente a gravidade dos acidentes. Apesar da estabilidade no cenário nacional, os avanços são desiguais e exigem uma ampliação dos investimentos em segurança, especialmente nas rodovias geridas pelo governo", afirmou.
Dados Preocupantes
O levantamento revelou que cerca de 50% das rodovias públicas, totalizando 42.052 quilômetros, possuem uma baixa capacidade de minimizar o risco de acidentes graves. Por outro lado, as rodovias sob concessão privada demonstram uma proteção superior, com 62% de sua extensão classificada como segura.
Classificação das Estradas
Em termos gerais, 37,5% da malha rodoviária avaliada foi categorizada com Baixo Índice de Perdão. As estradas com Médio Perdão somam 42,7%, enquanto apenas 19,9% são consideradas de Alto Perdão, que indica menor probabilidade de acidentes graves.
Desempenho Regional
Quando se analisa as regiões do Brasil, o Norte apresenta o cenário mais crítico, com 59,5% das rodovias classificadas como Baixo Perdão. Em contraste, o Sudeste se destaca, concentrando 41% das estradas com Alto Perdão, refletindo uma infraestrutura viária mais robusta.
Metodologia de Avaliação
A avaliação realizada pela Confederação considera diversos fatores, como a qualidade do pavimento, a sinalização, a presença de acostamentos e barreiras de proteção. A metodologia é focada na probabilidade de que as colisões resultem em consequências graves ou fatais, não contabilizando a quantidade total de acidentes.
