O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou, nesta quinta-feira (28), a legislação que estabelece a Unind (Universidade Federal Indígena), marcando um passo importante na educação superior para os povos indígenas no Brasil. A sede da nova universidade será localizada em Brasília.
Ofertas Acadêmicas e Estrutura
O projeto prevê que a Unind oferecerá cursos de graduação e pós-graduação, com uma expectativa inicial de atender cerca de 2.800 alunos nos primeiros quatro anos. As atividades da universidade começam oficialmente em 2027.
A Unind terá a autonomia de criar processos seletivos adaptados à diversidade cultural e linguística dos povos indígenas. No início, a universidade oferecerá dez cursos de graduação, com planos de expansão gradual que poderão chegar a 48 formações.
Áreas de Enfoque
Os cursos priorizarão áreas estratégicas, como gestão ambiental e territorial, saúde, direito, agroecologia, engenharias e formação de professores, além do fortalecimento das línguas indígenas.
Objetivos da Universidade
A nova instituição tem como principais objetivos produzir conhecimentos voltados ao fortalecimento cultural e à gestão territorial, promover a sustentabilidade socioambiental dos territórios indígenas e valorizar as inovações tecnológicas adaptadas a esses contextos. Outro foco é preservar e disseminar os saberes e culturas dos povos indígenas, tanto do Brasil quanto da América Latina.
Inclusão de Estudantes Não Indígenas
Embora a Unind tenha como prioridade atender os povos indígenas, o projeto também permite a inclusão de estudantes não indígenas que tenham interesse em temas relacionados à educação e culturas originárias, conforme as diretrizes acadêmicas que serão estabelecidas.
Declarações de Lula e do Ministro da Educação
O ministro da Educação, Leonardo Barchini, ressaltou a relevância do diploma de ensino superior, afirmando que a renda de quem possui graduação é significativamente maior em comparação àqueles sem formação.
O projeto da Unind foi enviado pelo governo federal à Câmara no final de 2025 e aprovado pelos deputados em fevereiro deste ano, com relatoria da deputada Célia Xakriabá (PSOL-MG). No Senado, a proposta foi relatada por Eduardo Braga (MDB-AM) e aprovada no início de maio.
