O Google revelou, nesta quarta-feira (3), um plano inovador para minimizar o impacto ambiental causado pelo uso de água em seus data centers, especialmente aqueles que utilizam inteligência artificial. A iniciativa é parte de um esforço mais amplo da empresa para promover a sustentabilidade.

Objetivo até 2030

A meta principal do plano é devolver mais água do que a quantidade consumida para resfriar os data centers até 2030, pelo menos nos Estados Unidos. Para alcançar esse objetivo, a empresa pretende expandir os projetos focados na gestão hídrica nas regiões onde seus data centers estão localizados.

Investimentos significativos

Para viabilizar essa expansão, o Google está disposto a investir aproximadamente US$ 17 milhões, o que equivale a cerca de R$ 86,1 milhões. Este valor será direcionado para iniciativas que promovam a sustentabilidade hídrica e a preservação das bacias hidrográficas nas proximidades.

Modernização dos sistemas de água

Entre as ações previstas, está o apoio à modernização dos sistemas de abastecimento e tratamento de água nas cidades onde os data centers estão situados. Isso abrange desde a melhoria na detecção de vazamentos em tubulações até o reforço do abastecimento local.

Análise das bacias hidrográficas

Além disso, o Google planeja realizar uma análise mais detalhada das bacias hidrográficas para avaliar futuras construções de data centers. Caso o uso de água represente um risco ambiental ou comprometa o abastecimento local, a empresa optará por sistemas de resfriamento a ar ou com água reciclada.

Desafios do consumo de água e energia

Os data centers consomem uma enorme quantidade de energia e água, sendo que sua operação contínua é essencial para atender a demanda de milhões de usuários. A necessidade de resfriamento é particularmente elevada devido ao calor gerado por equipamentos modernos, que exigem tecnologias avançadas de processamento.

Impacto no Brasil

No Brasil, existem cerca de 180 data centers em funcionamento, embora nenhum deles seja dedicado à inteligência artificial. No entanto, quatro projetos voltados para essa tecnologia já foram anunciados, com um potencial consumo de energia equivalente ao de 16,4 milhões de residências.