O Parque de Exposições da Gameleira, em Belo Horizonte, sedia a 8ª edição do Festival do Queijo Artesanal de Minas, que começou na quinta-feira (4) e se estende até sábado (6). O evento, que é considerado o maior do segmento no Brasil, reúne produtores de 14 regiões mineiras e tem entrada gratuita, com a expectativa de atrair cerca de 21 mil visitantes.
Novidades do Festival
Uma das principais novidades desta edição é a estreia do Queijo Artesanal do Vale do Suaçuí, que inclui municípios do Leste de Minas, com Governador Valadares como seu principal polo urbano. Além disso, o Vale do Jequitinhonha participa com um estande exclusivo, onde o queijo cabacinha, tradicional da região, é o grande destaque.
Reconhecimento do Vale do Suaçuí
O Vale do Suaçuí marca sua primeira participação no festival após receber reconhecimento oficial como região produtora de Queijo Minas Artesanal. Os representantes de São Pedro do Suaçuí ressaltam que essa certificação é fruto de uma luta de aproximadamente 20 anos, resultando em retorno financeiro e maior visibilidade para os produtores locais.
Queijo Cabacinha do Jequitinhonha
No estande do Vale do Jequitinhonha, o queijo cabacinha é produzido de maneira totalmente artesanal. O produtor José Valério de Sousa Filho enfatiza a importância do modo manual de produção e seu impacto social, afirmando que o queijo é gerador de emprego e renda para a comunidade.
Participação de Governador Valadares
A queijaria Ribeiro Fiorentini, de Governador Valadares, também está presente no festival, buscando aproveitar a visibilidade do evento para fortalecer o reconhecimento da produção local. Isabela Fiorentino, representante da queijaria, destaca a importância do festival como uma vitrine para o Brasil, além de defender o reconhecimento de Governador Valadares e do Vale do Rio Doce como regiões produtoras de queijo artesanal.
Valorização do Queijo Artesanal
O festival não só promove o queijo artesanal como um patrimônio cultural, gastronômico e econômico, mas também discute tendências e o desenvolvimento da cadeia produtiva. Dados do Sistema Faemg Senar indicam que, entre 2019 e 2026, a comercialização do queijo artesanal movimentou cerca de R$ 243 milhões, com aumento significativo no preço médio do produto.
