O comércio agêntico surge como uma nova oportunidade no universo dos pagamentos digitais, especialmente no Brasil, onde 16% dos credenciadores estão planejando a adoção desse modelo. No entanto, o setor enfrenta desafios significativos, incluindo limitações técnicas e a necessidade de estabelecer regras claras de governança para viabilizar essa inovação.
Desafios enfrentados pelos credenciadores
Um estudo realizado pela PYMNTS Intelligence, a pedido da Visa, com 75 credenciadores no Brasil, EUA e Emirados Árabes Unidos, revela que a maior parte do setor prefere um avanço gradual, alinhando-se à evolução do ecossistema digital. De modo geral, apenas 23% das empresas pretendem acelerar a adoção dessa nova tecnologia.
Limitações tecnológicas e infraestrutura
Os principais obstáculos para a implementação do comércio agêntico são de natureza tecnológica. De acordo com a pesquisa, 36% dos credenciadores mencionam limitações de tecnologias legadas, enquanto 32% apontam para a infraestrutura fragmentada entre canais e a ausência de APIs que poderiam facilitar o ganho de escala.
Governança e segurança no Brasil
A introdução de inteligências artificiais na orquestração de pagamentos levanta questões regulatórias e de segurança que são mais urgentes no Brasil. O levantamento indica que 64% dos credenciadores brasileiros sentem a necessidade de estabelecer diretrizes claras para pagamentos iniciados por IA, um número que supera o índice dos EUA (44%) e dos Emirados Árabes (40%).
Foco na explicabilidade e governança
O mercado brasileiro mostra um foco pragmático na nova modalidade operacional, onde 68% dos credenciadores priorizam a “explicabilidade” das transações agênticas. Além disso, 52% deles estão desenvolvendo painéis de governança para gerenciar essas operações com mais eficácia.
Ampliação das responsabilidades dos credenciadores
Os credenciadores brasileiros estão expandindo suas funções além da simples captura de transações. Atualmente, 44% deles se consideram responsáveis pela verificação da identidade dos agentes ou usuários, enquanto 40% assumem a responsabilidade pela segurança das credenciais de pagamento. O desafio que se coloca agora é garantir a confiança e a integração dos sistemas antes que o comércio agêntico se torne uma prática comum no mercado.
