O programa Desenrola 2.0, iniciado em maio, tem se mostrado eficaz na renegociação de dívidas de famílias brasileiras com renda mensal de até cinco salários mínimos. A ministra da Casa Civil, Miriam Belchior, revelou que foram renegociados R$ 20 bilhões, resultado de 1,4 milhão de acordos realizados até o momento.

Descontos significativos

Durante uma reunião ministerial, foi divulgado que o desconto médio nas dívidas renegociadas chegou a 85%, reduzindo o total devedor de R$ 20 bilhões para apenas R$ 2,7 bilhões. A medida busca aliviar a pressão financeira de muitas famílias que enfrentam dificuldades econômicas.

Formas de renegociação

O programa Desenrola permite que bancos ofereçam novos empréstimos para dívidas contraídas até 31 de janeiro de 2026. As dívidas que podem ser renegociadas incluem aquelas com cartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal, desde que estejam atrasadas entre 90 dias e 2 anos.

Próximas etapas do programa

A ministra também anunciou a criação do Desenrola Adimplentes, uma nova fase do programa que visa beneficiar aqueles que pagam suas contas em dia, mas que enfrentam dificuldades financeiras. “Estamos comprometidos em ajudar quem cumpre com suas obrigações”, afirmou Belchior.

Detalhes das renegociações

A dívida renegociada contará com descontos que variam entre 30% e 90%, e a taxa de juros será limitada a 1,99% ao mês. Os prazos para pagamento poderão ser de até 48 meses, com um limite de até R$ 15 mil por pessoa, por instituição financeira.

Apoio adicional para trabalhadores

Os trabalhadores também poderão utilizar 20% do saldo de suas contas do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), ou até R$ 1 mil, o que for maior, para quitar parcial ou integralmente suas dívidas. Além do Desenrola 2.0, o programa também incluiu o Desenrola do Fies, com 82 mil renegociações, e o Desenrola das empresas, que renegociou R$ 11 bilhões em 85 mil operações.