A Copa do Mundo de Futebol masculino, que ocorrerá em 2023, está projetada para impulsionar o comércio varejista brasileiro, com uma movimentação estimada em R$ 4,32 bilhões. Segundo a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), esse valor representa um aumento real de 6,5% em relação à edição anterior, realizada em 2022.

Fatores que impulsionam o crescimento

De acordo com a CNC, esse avanço no faturamento se deve principalmente ao aumento da atividade no mercado de trabalho e à redução da inflação, que ajudam a compensar o encarecimento do crédito. Esse cenário impactou a tradicional corrida por novos televisores, levando os consumidores a priorizarem compras de itens de menor valor.

Distribuição das vendas por segmento

Das vendas previstas, a maior parte será concentrada em Hipermercados e Supermercados, que devem somar cerca de R$ 3,97 bilhões. Na sequência, o setor de Vestuário e Acessórios está projetado para faturar R$ 803,7 milhões. Outras categorias relevantes incluem Artigos de Uso Pessoal e Doméstico, com R$ 262,6 milhões, Informática e Comunicação com R$ 198,5 milhões, e Móveis e Eletrodomésticos, totalizando R$ 80,2 milhões.

Copa de 2026 e suas implicações

A próxima Copa do Mundo, programada para 2026, será realizada em três países: Estados Unidos, Canadá e México, começando em 11 de junho. Essa mudança de sede pode influenciar o mercado local e as expectativas dos consumidores.

Crescimento nas buscas por Smart TVs

Um levantamento realizado pela CNC revelou que as buscas por Smart TVs nas lojas online cresceram 8,4% em maio, em comparação ao mês anterior. Contudo, esse número ainda é 15,6% menor do que o registrado nas vésperas da Copa de 2022 e também inferior aos dados das Copas de 2014 e 2018.

Preço médio dos televisores

O relatório da CNC também destaca que, entre a Copa de 2022 e a atual, o preço médio dos televisores recuou 18,9%, conforme o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo – 15 (IPCA-15), apontado pelo IBGE. Apesar da queda nos preços, a CNC observa que isso não tem sido suficiente para incentivar os consumidores a adquirirem ou trocarem seus aparelhos no varejo.