Um estudo recente da Confederação Nacional dos Transportes (CNT) revelou que apenas 20% das rodovias brasileiras possuem um alto índice de "perdão aos motoristas", indicando um nível superior de segurança em caso de acidentes. Em contrapartida, 38% das estradas analisadas exibem um índice baixo, o que denota um maior perigo para os usuários.

Dados da Pesquisa CNT Rodovias

A pesquisa, que abrangeu mais de 114 mil km de rodovias no Brasil, utiliza o Índice de Perdão nas Rodovias para avaliar as características que podem influenciar a gravidade dos acidentes. O levantamento identificou que 19,9% das estradas foram classificadas com alto índice de perdão, enquanto 42,7% apresentaram risco médio e 37,5% foram consideradas de alto perigo.

Comparação com Anos Anteriores

Em comparação com os dados de 2024, houve uma leve diminuição de 0,4 pontos percentuais no percentual de trechos classificados como de alto perdão, enquanto a categoria de risco médio aumentou em 0,9 pontos. A pesquisa destaca que mais de 80% da malha viária analisada ainda apresenta alta probabilidade de acidentes graves devido a falhas de infraestrutura.

Segurança nas Rodovias por Estado

São Paulo se destacou como o estado com a malha rodoviária mais segura, com 70% dos quase 11 mil km avaliados apresentando um elevado padrão de segurança. Em contrapartida, estados como Amapá e Roraima não possuem nenhum quilômetro com a classificação mais alta. Os piores índices de segurança foram observados no Amazonas e Maranhão, com 74,7% e 74,3%, respectivamente.

Rodovias Privadas vs. Públicas

O estudo também evidenciou que rodovias sob concessão privada são significativamente mais seguras. Enquanto 62% das estradas concedidas apresentam alto índice de perdão, apenas 4,8% das rodovias públicas conseguem essa classificação. Além disso, a quantidade de rodovias públicas com alto perdão caiu de 6,2% em 2024 para 4,8% em 2025.

Conclusão e Recomendações

A diretora-executiva da CNT, Fernanda Rezende, enfatizou que a qualidade da infraestrutura viária tem um impacto direto na gravidade dos acidentes. Ela ressaltou a necessidade urgente de aumentar os investimentos em segurança viária, principalmente nas rodovias sob gestão pública, para garantir a proteção dos motoristas e passageiros.