No dia 2 de junho, o Conselho Federal de Medicina (CFM) anunciou novas restrições sobre o uso do PMMA (polimetilmetacrilato), proibindo sua aplicação por médicos em todo o Brasil para fins estéticos ou reparadores. Esta decisão visa proteger pacientes de complicações severas associadas ao material.
Exceções e regulamentações
A única exceção à proibição é o uso do PMMA no tratamento de lipodistrofia em pacientes com HIV/Aids, que deve ser realizado exclusivamente em unidades de saúde credenciadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS), seguindo rigorosos protocolos do Ministério da Saúde.
Riscos associados ao PMMA
O CFM destacou os riscos significativos envolvidos no uso do PMMA, que podem levar a complicações graves e muitas vezes irreversíveis. Entre os problemas estão inflamações crônicas, infecções, formação de granulomas e deformidades permanentes, além de potenciais complicações sistêmicas fatais.
Permanência no organismo
O PMMA é um material plástico rígido que não é absorvido pelo corpo, o que significa que ele pode causar problemas mesmo anos após a aplicação. Isso dificulta o tratamento de complicações tardias e limita as opções terapêuticas disponíveis para os médicos.
Consequências e complicações
As reações adversas podem incluir necrose e mutilação, especialmente se o PMMA for injetado em vasos sanguíneos ou em grandes volumes. Isso pode resultar em perda de tecidos, como lábios e partes do glúteo, e até cegueira irreversível.
Remoção e tratamento de complicações
A remoção do PMMA é extremamente desafiadora, pois não existem antídotos ou enzimas que possam dissolver o material. Em casos de grandes volumes, o PMMA pode entrar na corrente sanguínea, levando a embolias fatais e paradas cardiorrespiratórias em questão de horas. A decisão do CFM é um passo importante para a segurança dos pacientes.
