A Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) registrou uma queda significativa de 11 posições no ranking mundial de universidades, conforme divulgado pelo Centro para Rankings Universitários (CRUW). Com isso, a instituição agora ocupa a 508ª colocação global, alcançando uma pontuação de 74.3.

Posição no Ranking Brasileiro

Embora tenha perdido posições, a UFMG ainda mantém a 6ª posição entre as universidades brasileiras, ficando atrás de instituições como a Universidade de São Paulo (USP), a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e a Universidade de Campinas (Unicamp). A USP, que lidera o ranking nacional, conquistou 81.2 pontos e ocupa a 119ª posição no cenário mundial.

Critérios de Avaliação

O ranking do CRUW examina mais de 21.291 universidades ao redor do mundo, utilizando critérios variados para avaliar a qualidade do ensino, como a presença no mercado e a produção de pesquisas. Os critérios mais impactantes na pontuação são a educação e a empregabilidade, que juntas somam 50% da nota, enquanto a pesquisa representa 40% do total.

Desempenho das Universidades Mineiras

Além da UFMG, outras instituições mineiras estão presentes no ranking. A Universidade Federal de Viçosa (UFV) aparece em 1.015º lugar, seguida pela Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) em 1.102º e a Universidade Federal de Uberlândia (UFU) em 1.283º. Outras faculdades como a Universidade Federal de Lavras (Ufla) e a Universidade Federal de São João del-Rei também figuram na lista.

Análise da Queda

A queda da UFMG não é um fenômeno isolado; 45 das 52 universidades brasileiras que constam no ranking também apresentaram diminuições. O presidente do CWUR, Nadim Mahassen, enfatizou que esses declínios são resultado de problemas estruturais graves, como o financiamento inadequado e a desvalorização da ciência e da educação no Brasil.

Outros Rankings

A UFMG também se destaca em outros rankings internacionais, como o QS World University Rankings, onde ocupa a 595ª posição global. Na última avaliação, a UFMG melhorou 100 posições em relação ao ano anterior, consolidando-se como a 6ª melhor instituição do Brasil e a 21ª da América Latina.