A Justiça Federal em Minas Gerais adotou medidas de segurança no edifício Antônio Fernando Pinheiro, localizado em Belo Horizonte. Desde a última sexta-feira (29), dois dos quatro elevadores do prédio estão temporariamente inoperantes, levando o Tribunal Regional Federal da 6ª Região (TRF-6) a implementar o teletrabalho.

Motivos da Decisão

A decisão de suspender o uso dos elevadores e recomendar o teletrabalho, que se estenderá até o dia 8 de junho de 2026, visa garantir a segurança, acessibilidade e condições adequadas de trabalho para magistrados, servidores e jurisdicionados.

Histórico de Acidentes

A medida foi impulsionada por um grave acidente ocorrido em julho de 2024, quando uma servidora se feriu no mesmo edifício. O laudo da Polícia Civil, que chegou ao TRF-6 apenas em novembro de 2024, não conseguiu identificar a causa do acidente. Além disso, em dezembro do mesmo ano, um outro trágico incidente no edifício Oscar Dias Corrêa resultou na morte de um técnico de elevadores.

Interdições e Teletrabalho

Após esses eventos, o presidente do TRF-6, Vallisney Oliveira, determinou a interdição de três prédios da Justiça Federal em Belo Horizonte, o que levou à prorrogação do teletrabalho até o início do recesso judicial, já ocorrido em mais de uma ocasião.

Compromisso com a Segurança

Em nota, o TRF-6 enfatizou que a administração sempre priorizou a segurança e a adoção de providências imediatas em resposta a ocorrências registradas. A corte, que foi criada com a expectativa de se tornar um modelo para a Justiça Federal, tem enfrentado desafios e críticas desde sua fundação.

Desafios e Críticas ao TRF-6

O TRF-6 foi alvo de resistência por parte de autoridades judiciais antes de sua instalação. Ex-presidentes do STJ, Humberto Martins e João Otávio de Noronha, prometeram um tribunal moderno sem custos adicionais, embora a corte tenha se mostrado a menos produtiva entre os seis TRFs em 2024 e 2025.