Um protesto em Belo Horizonte, ocorrido na última terça-feira (2/6), questionou a concessão do título de cidadão honorário ao senador Flávio Bolsonaro (PL) pela Câmara Municipal. O ato, realizado em frente ao prédio da Câmara no bairro Santa Efigênia, contou com a participação do deputado federal Rogério Correia (PT), que levou uma placa irônica atribuindo ao senador o título de 'cidadão Master'.

Ironia e Críticas

No cartaz, constava a frase: 'Flávio Bolsonaro tem relações que valem muito mais que R$ 134 milhões na conta', aludindo a investigações envolvendo a família Bolsonaro e o banqueiro Daniel Vorcaro, ex-proprietário do liquidado Banco Master. Durante o protesto, Correia enfatizou que o título foi concedido por um vereador que não representa os interesses da população de Belo Horizonte.

Questionamentos sobre Financiamentos

Os manifestantes levantaram questões sobre as doações feitas por Vorcaro a Flávio Bolsonaro, com Denise Romano, coordenadora do Sind-UTE/MG, perguntando: 'O que aconteceu com os R$ 61 milhões que a empresa recebeu de doação do Vorcaro?' Essa interrogação destaca a falta de transparência em relação a essas transações.

Repercussão e Faixas de Protesto

Além do ato, faixas críticas à atuação de Flávio Bolsonaro foram espalhadas por várias regiões da cidade, ressaltando a insatisfação popular com a homenagem e as conexões da família Bolsonaro, que foram descritas como uma 'milícia' por alguns manifestantes.

Conflito Potencial e Segurança

O evento teve um princípio de confusão quando apoiadores do senador se aproximaram dos protestantes. Para evitar confrontos, um dos organizadores pediu que os manifestantes mantivessem a calma e deixassem a situação ser gerida pela Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG).

Medidas de Segurança

Preocupada com a possibilidade de tumultos, a PMMG implementou um esquema de segurança especial, separando os manifestantes favoráveis e contrários à homenagem. A entrada principal foi designada para apoiadores de Flávio, enquanto os opositores ficaram em outra entrada, visando garantir a ordem durante o protesto.