Os profissionais da educação de Rio Branco, Acre, decidiram manter a greve, mesmo após uma decisão judicial que determinou a suspensão da paralisação. Nesta quinta-feira (28), a categoria protestou em frente à Câmara de Vereadores, demonstrando insatisfação com as atuais condições de trabalho e a proposta de reajuste salarial.
Multa Judicial e Decisão da Categoria
A Justiça atendeu a um pedido do município, que alegou que a greve era abusiva, e impôs uma multa de R$ 50 mil por dia ao Sindicato dos Trabalhadores em Educação (Sinteac) e ao Sindicato dos Professores do Acre (Sinproacre). Apesar disso, a presidente do Sinteac, Rosana Nascimento, afirmou que a categoria cumprirá a liminar, mas continua em greve.
Reivindicações e Condições de Trabalho
Rosana destacou que a decisão judicial não é aceita pela categoria, que já tem uma reunião agendada com um desembargador para discutir a situação. A presidente também mencionou que nesta sexta-feira (29) será enviada uma representação ao Ministério Público do Acre, detalhando as péssimas condições de trabalho enfrentadas pelos educadores, incluindo infraestrutura inadequada nas escolas.
Desafios Enfrentados na Educação
Os profissionais da educação relatam problemas como salas de aula com mofo, banheiros sem acessibilidade e falta de merenda adequada. Além disso, muitos professores gastam do próprio bolso com materiais didáticos e itens básicos para o funcionamento das escolas.
Protestos e Mobilização
No dia anterior, a categoria já havia realizado um protesto em frente ao Tribunal de Justiça do Acre, onde foram recebidos por representantes do órgão. As escolas continuam fechadas, com a maioria sem atividades, refletindo a decisão de manter a greve até que a gestão municipal apresente uma proposta de reajuste mais satisfatória.
Propostas e Expectativas
O prefeito Alysson Bestene informou que propôs um aumento de 5% aos sindicatos, o que é considerado insuficiente pela categoria. Eles reivindicam a reposição inflacionária dos salários, atualização das gratificações e melhorias nas condições das escolas, ressaltando que estão há três anos sem reajuste salarial.
