O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) tomou a medida inédita de acionar um plano emergencial para cortar a geração de energia no Brasil, devido a previsões de uma oferta excessiva de eletricidade. A decisão foi anunciada em função da expectativa de que a geração superasse a demanda, o que poderia resultar em apagões e desequilíbrios no sistema elétrico.
Riscos de desequilíbrio no sistema
A ativação do plano busca prevenir problemas graves, já que o funcionamento do sistema elétrico exige um equilíbrio constante entre a energia produzida e a consumida. Quando a geração excede significativamente a demanda, há um aumento no risco de desligamentos automáticos de equipamentos, o que pode provocar interrupções no fornecimento de energia.
Detalhes do plano emergencial
Em um comunicado divulgado, o ONS informou que a previsão para o dia 7 de junho apontava para uma carga reduzida e, portanto, um baixo consumo de eletricidade. Inicialmente, foi determinada a diminuição da geração das usinas diretamente sob sua coordenação, mas, como essa ação não foi suficiente, o plano emergencial foi acionado.
Ações coordenadas pelo ONS
O plano emergencial, denominado "Plano Emergencial de Gestão de Excedentes de Energia na Rede de Distribuição", tem como foco principal a redução da geração proveniente de usinas solares de pequenos e microgeradores que não são gerenciados diretamente pelo ONS. O órgão afirmou que continuará monitorando o sistema e realizando ajustes conforme necessário.
Funcionamento da nova regra
A nova regulamentação foi introduzida após a identificação de um aumento significativo nos riscos de excedentes de energia em momentos de baixa carga. O ONS pode monitorar as condições do sistema com até sete dias de antecedência e emitir alertas às distribuidoras. Na véspera da operação, confirma a necessidade de restrições e informa as distribuidoras sobre os cortes a serem realizados.
Impacto na geração de energia
As distribuidoras, por sua vez, são responsáveis por decidir quais usinas serão desconectadas, utilizando uma metodologia que prioriza aquelas com maior previsão de geração no período. O foco na geração solar se dá porque os problemas costumam ocorrer quando há alta produção fotovoltaica, especialmente em dias ensolarados e com baixa demanda, levando a um excesso de energia que o sistema não consegue absorver.
