O Ministério Público Federal (MPF) iniciou uma investigação sobre o bloqueio de mais de 100 perfis da comunidade LGBTQIA+ no Instagram, após um pedido feito pela organização Sleeping Giants Brasil. A solicitação foi encaminhada à Meta, empresa responsável pela plataforma, com o intuito de esclarecer os motivos dessas suspensões.
Impacto dos bloqueios
As contas afetadas, que totalizavam mais de 1,7 milhão de seguidores, eram dedicadas à produção de conteúdo, promoção de informações e mobilização social em defesa dos direitos da população LGBTQIA+. A situação se torna ainda mais preocupante, pois os bloqueios ocorreram em um período próximo a datas significativas, como o Dia Internacional de Combate à LGBTfobia e a Parada do Orgulho LGBT em São Paulo.
Motivos dos bloqueios
Os bloqueios em massa teriam ocorrido entre maio e junho de 2026. Após a repercussão midiática do caso, alguns perfis foram reativados pela própria plataforma, mas novas suspensões foram registradas logo em seguida. O MPF questiona os critérios utilizados pela Meta para a remoção das contas, dada a relevância social e de direitos que essas páginas representam.
Esclarecimentos solicitados
No ofício enviado à Meta, o MPF busca informações detalhadas sobre os motivos que levaram à suspensão das contas e quais regras da plataforma foram supostamente violadas. Essa investigação é parte de um inquérito civil que visa acompanhar a proteção da comunidade LGBTQIA+ contra discursos de ódio nas redes sociais.
Mudanças na moderação da Meta
O procurador da República, Lucas Costa Almeida Dias, destacou que a investigação também examina se as suspensões estão relacionadas a novas políticas de moderação implementadas pela Meta. O MPF quer entender se mudanças institucionais na empresa tiveram repercussões nos casos de bloqueio.
Campanhas de denúncias e critérios de reversão
Outro ponto importante abordado pelo MPF é a possibilidade de que as suspensões tenham sido resultado de algoritmos automatizados ou de campanhas coordenadas de denúncias em massa. Além disso, o órgão busca confirmar se as contas que foram restabelecidas o foram devido a intervenções de veículos de imprensa e quais critérios foram utilizados para essa reversão. A Meta foi convidada a fornecer quaisquer informações adicionais que possam esclarecer a situação.
Em contato com a TV Sim Brasil, a Meta optou por não comentar o caso.
