No dia 2 de junho, o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Márcio Elias Rosa, fez uma apresentação em Brasília sobre os efeitos que uma possível taxação de 25% sobre produtos brasileiros, proposta pelos Estados Unidos, pode causar na economia.
Impactos no Comércio Exterior
De acordo com o ministro, a taxação ameaçaria diretamente 21% do total das exportações brasileiras destinadas ao mercado norte-americano. Os setores mais vulneráveis incluem máquinas e equipamentos industriais, produtos de plástico, calçados, produtos de madeira, papel cartão, ferro fundido, além de peixes e crustáceos.
Declarações do Ministro
Márcio Rosa enfatizou que a proposta americana não só causaria prejuízos financeiros, mas também afetaria negativamente o emprego e a renda no Brasil. O vice-presidente, Geraldo Alckmin, e o ministro da Fazenda, Dario Durigan, também estavam presentes na reunião, que buscou esclarecer a posição do governo brasileiro em resposta ao relatório do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR).
Soberania Nacional em Discussão
O ministro foi enfático ao afirmar que não haverá concessões em assuntos de soberania nacional, conforme instruções do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Rosa destacou que o sistema de pagamento Pix não será incluído nas negociações com os EUA, reiterando a defesa dos interesses brasileiros.
Críticas ao Diálogo Internacional
Em suas declarações, o ministro criticou intervenções que dificultam o diálogo entre Brasil e Estados Unidos, citando o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) como um dos responsáveis por complicar as relações. Ele mencionou que o senador gerou um impacto negativo ao solicitar que facções criminosas brasileiras fossem rotuladas como terroristas no país norte-americano.
Relações Bilaterais em Foco
Márcio Rosa lembrou que o Brasil sempre manteve canais de comunicação abertos com os EUA desde a administração de Donald Trump. O governo brasileiro já participou de várias reuniões com o USTR, sendo a última realizada em 28 de maio, e segue buscando um diálogo técnico produtivo com as autoridades americanas.
