O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou nesta quarta-feira (3) sua participação na cúpula do G7, marcada para ocorrer entre os dias 15 e 17 de junho na cidade de Evian, França. Esta será a décima vez que Lula participa do encontro que reúne as sete maiores economias do mundo.

Compromisso com o multilateralismo

Lula participará como líder convidado do país anfitrião, reforçando a presença do Brasil em fóruns internacionais. Desde sua primeira participação em 2003, Lula tem se posicionado como um defensor da soberania e do multilateralismo, especialmente em um momento em que essas questões estão sendo desafiadas globalmente.

Embora o Brasil não faça parte do grupo, é comum que países emergentes recebam convites para participar da cúpula. A presença de Lula se destaca, especialmente considerando que os presidentes que o antecederam — Dilma Rousseff, Michel Temer e Jair Bolsonaro — não participaram do G7 durante suas gestões.

Desafios e adversidades

Durante uma reunião com seus ministros, Lula expressou a necessidade de “colocar ordem na casa” e combater o desmonte do multilateralismo e da democracia. Ele destacou a importância de um Brasil forte e soberano frente a desafios externos, como o tarifaço imposto pelo governo de Donald Trump.

A retórica de defesa da soberania se intensificou após a visita do filho de Jair Bolsonaro à Casa Branca e a recente designação de facções brasileiras como terroristas, um pedido do próprio Flávio Bolsonaro que contrasta com o entendimento do governo atual.

Estratégia de comunicação

O governo Lula tem adotado uma estratégia de comunicação que visa associar Flávio Bolsonaro à imagem de inimigo da nação, especialmente em um ano eleitoral, onde o senador deve ser um dos principais adversários nas eleições presidenciais de outubro.

Além disso, o slogan “Governo do Brasil, do lado do povo brasileiro” tem sido utilizado para reforçar essa narrativa, que busca atrair apoio popular em meio a medidas como o plano Brasil Soberano, destinado a ajudar empresas afetadas por tarifas elevadas.