A Justiça do estado de Minas Gerais decidiu condenar o ex-prefeito de Santo Hipólito, Gilson Santiago Aranha Júnior, popularmente conhecido como Dr. Gilson, por irregularidades no uso de diárias de viagem. Segundo investigações do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), o ex-prefeito utilizou recursos públicos destinados a compromissos oficiais para financiar viagens pessoais a destinos turísticos, como as praias de Prado, na Bahia, e Guarapari, no Espírito Santo.
Irregularidades nas diárias
A sentença proferida no último sábado (30) detalha que Aranha recebeu diárias entre janeiro de 2018 e maio de 2019, totalizando um prejuízo estimado de R$ 160 mil aos cofres da Prefeitura de Santo Hipólito. Durante este período, ele recebeu R$ 94.200, enquanto a então secretária de Saúde, Michele Pereira dos Santos Barcelos, recebeu R$ 37.124, e também foi condenada.
Provas do esquema
O MPMG apresentou diversos documentos como notas de empenho, ordens de pagamento e relatórios de viagem que comprovavam deslocamentos para Brasília e Belo Horizonte em datas de feriados, enquanto o ex-prefeito era flagrado em suas redes sociais desfrutando de momentos de lazer em praias e na fazenda da família.
Punições impostas
O juiz responsável pelo caso determinou que Gilson Aranha deve ressarcir os R$ 94.200 ao município e pagar uma multa civil equivalente ao mesmo valor. Além disso, ele terá seus direitos políticos suspensos por 12 anos e ficará impedido de realizar contratações com o poder público ou receber benefícios fiscais por um período de 14 anos.
Implicações para a ex-secretária
A ex-secretária de Saúde, Michele Barcelos, foi condenada a devolver R$ 37.124 e a pagar uma multa civil do mesmo montante. Sua pena inclui a suspensão dos direitos políticos por 10 anos e a proibição de contratações com o poder público por 14 anos, devido à sua participação no esquema que envolvia o uso de diárias para aumentar sua remuneração.
Conclusão
Este caso expõe a grave questão da má gestão de recursos públicos e o uso indevido de verbas que deveriam ser destinadas a serviços essenciais. A condenação de Gilson Aranha e Michele Barcelos serve como um alerta sobre a importância da transparência e responsabilidade na administração pública.
