O Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) finalizou uma investigação que aponta práticas comerciais do Brasil como "injustas" aos olhos dos norte-americanos. Como resultado, foi sugerida uma nova tarifa de 25% sobre as importações brasileiras, sendo que a decisão final caberá ao presidente Donald Trump.
Práticas Comerciais Identificadas
No relatório divulgado na última segunda-feira (1° de junho), o USTR listou uma série de ações que considera "irrazoáveis ou discriminatórias" e que impactam negativamente o comércio dos EUA. Entre essas práticas estão ordens do Supremo Tribunal Federal (STF) que determinam a remoção de conteúdos em redes sociais e a aplicação de multas em caso de descumprimento.
Outro ponto levantado é o tratamento tarifário diferenciado que o Brasil concede a produtos do México e da Índia, além de alegações de falhas no combate à corrupção e a falsificação de produtos. O USTR também mencionou o tratamento tarifário aplicado ao etanol e a questão do desmatamento ilegal, que permanece um problema recorrente.
Impacto do Sistema de Pagamentos
O governo dos EUA também criticou o sistema de pagamentos brasileiro, conhecido como Pix. Segundo a investigação, o sistema estaria prejudicando empresas americanas que atuam em serviços de pagamento eletrônico, por meio de políticas que favorecem concorrentes locais.
Justificativas da Investigação
Entre as principais justificativas apresentadas estão: a imposição de ordens secretas para remoção de conteúdos por tribunais brasileiros, que penalizam empresas de mídia social dos EUA; a concessão de tarifas preferenciais a produtos mexicanos e indianos; a falta de medidas efetivas para combater a corrupção; e a proteção insuficiente da propriedade intelectual.
Histórico da Investigação
A investigação foi iniciada em 15 de julho do ano anterior, após os EUA implementarem uma taxa de 50% sobre produtos brasileiros, citando práticas comerciais desleais. Desde então, houve diversas discussões entre Trump e o presidente Lula sobre o tema, incluindo uma recente conversa em maio.
Perspectivas Futuros
O representante de Comércio dos EUA, Jamieson Greer, afirmou que as conversas com o governo brasileiro foram "construtivas" e que as discussões sobre tarifas se intensificaram nas últimas semanas. Greer destacou que a investigação visa abordar preocupações que os EUA têm em relação a certas políticas comerciais do Brasil.
