Nesta sexta-feira (5/6), o dólar se valorizou 1,78%, alcançando R$ 5,15, o maior valor registrado desde abril. Em contrapartida, o Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, fechou em queda de 0,77%, totalizando 169 mil pontos.
Reação dos mercados
A alta da moeda americana e a queda da Bolsa refletem a deterioração das expectativas sobre a economia mundial. Os dados sobre o mercado de trabalho nos Estados Unidos foram um dos principais fatores que influenciaram essa situação, junto com as incertezas em relação ao cessar-fogo no Oriente Médio.
Dados do emprego nos EUA
O relatório de empregos, conhecido como “payroll”, divulgado pelo Bureau of Labor Statistics, revelou que 172 mil novas vagas foram criadas em maio, superando as previsões que esperavam 85 mil. Além disso, as revisões de meses anteriores mostraram um aumento no número de empregos: março passou de 185 mil para 214 mil, e abril de 115 mil para 179 mil.
Impacto nas políticas de juros
A divulgação desses dados reforça a expectativa de que o Federal Reserve (Fed) manterá sua política monetária restritiva, com a taxa de juros entre 3,50% e 3,75%. O Fed tem mais cinco reuniões agendadas até o final do ano, e a expectativa é de que a taxa permaneça estável até dezembro, quando pode haver um aumento de 0,25 ponto percentual.
Incertezas sobre inteligência artificial
Os investidores também se mostram cautelosos quanto ao impacto do setor de inteligência artificial sobre as ações e dividendos. O mercado oscila entre otimismo e desconfiança, o que contribui para a volatilidade nas bolsas.
Conflito no Oriente Médio
Embora a percepção de risco tenha diminuído em relação às tensões no Oriente Médio, o preço do petróleo caiu. O barril do Brent registrou queda de 2,04%, enquanto o WTI teve uma baixa de 2,69%. Apesar de avanços nas negociações de cessar-fogo, o cenário ainda é incerto, especialmente em relação a conflitos persistentes no Líbano.
