A Associação dos Delegados de Polícia Civil do Estado de São Paulo (ADPESP) se manifestou em defesa da operação da Polícia Civil que investigou a produtora Karina Ferreira da Gama e a Secretaria Municipal de Inovação e Tecnologia. A ação foi alvo de críticas por parte do senador Flávio Bolsonaro e do prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, que alegaram motivações políticas por trás da operação.
Contexto da Operação
No dia 1º de junho, foram cumpridos mandados de busca e apreensão nas instalações da Go UP Entertainment, produtora responsável pelo filme 'Dark Horse', que retrata a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro. A investigação também se estendeu ao Instituto Conhecer Brasil (ICB), presidido por Karina Gama, que é a proprietária da produtora.
Irregularidades Apontadas
A investigação gira em torno de um contrato de R$ 108 milhões firmado entre o ICB e a gestão de Ricardo Nunes, que previa a instalação de wi-fi gratuito em áreas carentes da cidade. Segundo o presidente da ADPESP, delegado André Santos Pereira, o Tribunal de Contas do Município identificou 20 irregularidades no edital relacionado a esse contrato, levando à necessidade de apuração.
Reações dos Envolvidos
Flávio Bolsonaro expressou preocupação com possíveis motivações eleitorais, afirmando que a operação poderia ser uma forma de perseguição estatal. O prefeito Nunes também criticou a operação, alegando que se tratava de uma violação da democracia e que documentos já haviam sido entregues à polícia anteriormente.
A Resposta da ADPESP
Em defesa da operação, Pereira enfatizou que não se trata de uma perseguição política, mas sim do cumprimento do dever constitucional de investigar possíveis irregularidades em contratos públicos. Ele destacou que a investigação segue todos os trâmites legais estabelecidos.
Autonomia da Polícia
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, também se pronunciou sobre o assunto, afirmando que a polícia tem autonomia para realizar suas investigações. Ele reforçou que a operação foi uma demanda do Ministério Público e que as ações da polícia são prerrogativas de uma instituição do Estado.
