O senador Cleitinho Azevedo, do Republicanos de Minas Gerais, expressou sua indignação em relação à resistência de alguns políticos bolsonaristas à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019. A proposta, que visa a redução da carga e jornada de trabalho, foi alvo de críticas por parte de aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Críticas à Hipocrisia Política

Durante sua fala no plenário, Azevedo afirmou que a oposição à medida é uma demonstração de hipocrisia, já que se fosse o ex-presidente Bolsonaro a propor qualquer benefício ao povo, esses mesmos políticos estariam apoiando. "Se não fosse o Lula que fosse presidente, se fosse o Bolsonaro que tivesse mandando qualquer benefício para o povo, quem é do lado do Bolsonaro, igual eu, estava batendo palmas", declarou.

O senador não se considera aliado do atual presidente, mas se posiciona como defensor do povo. Ele destacou que a proposta não tem viés ideológico e que a situação atual de trabalho é insustentável, caracterizando a escala de trabalho vigente como "maldita".

Objetivo da PEC

A proposta de redução da jornada de trabalho, que diminuiria de 44 horas para 40 horas semanais em um período de 14 meses, foi aprovada na Câmara dos Deputados com 461 votos a favor e 19 contra. O texto agora segue para apreciação do Senado.

Azevedo mencionou que a aprovação da PEC é uma forma de proporcionar mais dignidade aos trabalhadores que enfrentam dificuldades financeiras e uma rotina de trabalho exaustiva. Ele criticou o aumento do custo de vida e a queda do poder de compra da população.

Mudança de Posição entre Políticos

Curiosamente, diversos políticos que anteriormente se opunham à PEC mudaram de postura durante a votação e passaram a apoiar a proposta. Um exemplo é o deputado federal Nikolas Ferreira, que afirmou em vídeo que a resistência a mudanças poderia levar a uma crise econômica que serviria para "abrir os olhos das pessoas".

Outros bolsonaristas de destaque, como Bia Kicis, Gustavo Gayer e Delegado Caveira, também seguiram essa nova estratégia, mostrando a complexidade do cenário político atual em relação a propostas que impactam diretamente a vida dos trabalhadores.