O Conselho Federal de Medicina (CFM) anunciou a proibição do uso da substância PMMA, ou polimetilmetacrilato, para procedimentos estéticos e reparadores, a partir de terça-feira (2). Esta decisão visa aumentar a segurança dos pacientes diante dos riscos associados a essa substância.
Riscos do uso do PMMA
O PMMA, um plástico em forma de gel, é comumente utilizado para aumentar o volume de áreas do corpo, como glúteos e rosto. Diferente de outras substâncias, ele não é absorvido pelo organismo, tornando-se um material permanente que pode causar complicações sérias. A remoção do PMMA em caso de problemas é complexa e exige cirurgias extensas, como explica a conselheira Graziela Bonin.
Casos de complicações
A decisão do CFM foi impulsionada por recentes tragédias, incluindo a morte da maquiadora Roseli Fernandes de Oliveira, que faleceu após a aplicação de PMMA. Outro caso marcante é o da fisioterapeuta Cláudia Nunes, que perdeu o noivo devido a complicações de um procedimento semelhante.
Exceção para pacientes com HIV
A proibição do uso do PMMA não é absoluta. O CFM permite sua aplicação apenas em pacientes com HIV, onde ele pode ser usado para tratar a perda de gordura facial ou corporal causada pela medicação, desde que realizado em unidades de saúde credenciadas pelo SUS.
Consequências para profissionais da saúde
Os médicos que descumprirem essa nova norma e utilizarem ou divulgarem o uso do PMMA para fins estéticos poderão enfrentar sanções éticas. O CFM está determinado a proteger os pacientes e a saúde pública, conforme ressaltou o presidente da entidade, José Hiran da Silva Gallo.
Ações da Anvisa
Embora o CFM tenha imposto essa proibição, a Anvisa ainda mantém registrados dois produtos à base de PMMA para uso médico. A agência esclareceu que não há autorização para seu uso estético, e o CFM planeja solicitar à Anvisa a exclusão desses produtos.
