A BR-251, no Norte de Minas, é frequentemente chamada de 'Estrada do Medo' devido à alta incidência de acidentes, incluindo tragédias recentes que resultaram em várias mortes. Motoristas, como Paulo Ricardo Santos Lima, expressam a ansiedade e o receio que sentem ao percorrer essa rodovia, temendo por suas vidas e pela segurança de suas famílias.

Expectativas com a concessão

A concessão da BR-251 à Ecorodovias, formalizada poucos dias após um grave acidente, traz a promessa de intervenções que visam aumentar a segurança na rodovia. Entretanto, a duplicação prevista abrange apenas 42,3 quilômetros, o que representa 12,5% do total de 340 quilômetros da estrada, um fato considerado um paliativo por muitos usuários.

O contrato de concessão, com validade de 30 anos, prevê investimentos significativos, totalizando R$ 13,16 bilhões, com a expectativa de que as melhorias iniciais, como recuperação do pavimento e melhor sinalização, sejam implementadas nos primeiros 24 meses.

Medidas de segurança

As intervenções iniciais incluem a recuperação de trechos críticos e a eliminação de problemas que possam representar riscos à segurança viária. Entre as ações prioritárias, estão a correção de desníveis, reforço da sinalização e melhorias em dispositivos de proteção.

Após a fase inicial, obras estruturais mais abrangentes estão previstas para ocorrer entre o segundo e o décimo ano da concessão, incluindo a ampliação da capacidade da rodovia e a implantação de faixas adicionais.

Trechos de duplicação e faixas adicionais

Os trechos que passarão pela duplicação foram detalhados, com destaque para a Serra de Francisco Sá e o perímetro urbano de Salinas. Além disso, 136 quilômetros de faixas adicionais serão implantadas em locais críticos, visando aumentar a segurança no trânsito.

Sentimento de insegurança

Apesar das promessas de melhorias, motoristas continuam a relatar um profundo medo ao utilizar a BR-251. A imprudência de outros condutores, somada à condição da rodovia, faz com que muitos acreditem que a duplicação parcial não será suficiente para eliminar os riscos. Caminhoneiros como João Gabriel Novaes Azevedo enfatizam que a solução definitiva seria a duplicação total da rodovia.

Enquanto as obras não avançam, a apreensão dos motoristas persiste, refletindo a realidade preocupante dessa importante via de transporte no estado de Minas Gerais.