A Atech, uma subsidiária da Embraer, anunciou uma colaboração com o Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação da Universidade de São Paulo (ICMC/USP) para o desenvolvimento de um sistema avançado de previsão de voos. A iniciativa, divulgada no dia 2 de junho de 2026, tem como foco a utilização de inteligência artificial para prever trajetórias 4D de aeronaves.

Objetivo do projeto

O principal objetivo do projeto é aumentar a precisão nas estimativas do fluxo de tráfego aéreo. Isso será feito por meio da incorporação de variáveis operacionais e históricas em modelos de aprendizado de máquina, que prometem melhorar o que já existe em termos de previsão de voos.

Inovação em algoritmos

A proposta inclui o desenvolvimento de algoritmos e pipelines de dados que permitirão estimar a trajetória das aeronaves com maior precisão, levando em conta fatores como latitude, longitude, altitude e tempo. Esses novos modelos buscam superar os métodos tradicionais, que se baseiam em cálculos cinemáticos simples.

Uso de dados históricos

As instituições envolvidas no projeto utilizarão grandes volumes de dados históricos para identificar padrões operacionais e exceções frequentemente observadas na prática. As variáveis que serão analisadas incluem horário dos voos, regiões geográficas e características das companhias aéreas.

Integração com soluções existentes

A nova tecnologia será integrada ao sistema de Gerenciamento de Fluxo de Tráfego Aéreo (ATFM) desenvolvido pela Atech. Essa integração promete permitir análises mais detalhadas do tráfego aéreo, aumentando a previsibilidade para operadores e gestores do espaço aéreo.

Benefícios esperados

Com uma duração prevista de dez meses, o projeto visa gerar impactos positivos na eficiência do sistema de tráfego aéreo. Espera-se que a aplicação da inteligência artificial contribua para a redução de atrasos e para o melhor aproveitamento da capacidade do espaço aéreo, além de aumentar a confiabilidade nas operações.

Ganho ambiental

Além dos benefícios operacionais, as instituições também ressaltam os potenciais ganhos ambientais. A otimização das rotas e a redução do tempo de espera, tanto em voo quanto em solo, podem resultar em menor consumo de combustível e nas emissões associadas às operações aéreas.